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“Tá no Ar” e o samba-enredo da esculhambação



E eis que “Tá No Ar” voltou com tudo. Ontem, na estreia da segunda temporada, mostraram que continuam com o estilo “pé na porta com metralhadora giratória”. Se no primeiro ano Marcelo Adnet e Marcius Melhem apostaram na insolência por não ter nada a perder, agora voltam com a mesma receita porque caíram nas graças da crítica e do público.
É curioso assistir aos vídeos de bastidores e ver o número de artistas que se declaram fãs de carteirinha do humor do “Tá no Ar”. Sim, há um pouco de “a onda do momento” aí, mas há também uma clara sinalização de que ninguém anda muito satisfeito com os humorísticos da casa.
Adnet e Melhem estão por cima da carne seca, mas têm de ficar atentos com as armadilhas da fama, principalmente quando se trata de humor. O “establishment” (para usar um termo daquele personagem revoltado) adora incorporar a irreverência até torna-la inócua.
A dupla, entretanto, parece disposta a testar o liberalismo da emissora. O clipe que encerrava o programa de ontem, por exemplo, desconstruía impiedosamente os desfiles de carnaval. Esse mesmo carnaval que, a partir de hoje, estará na tela da Globo com cobertura majestosa e por dezenas de horas. O tapa de mão aberta foi mais forte no refrão:  
“Festa da hipocrisia/ camarote lado a lado/ o político e o bicheiro/ celebrando abraçados/ tem quizomba na bufunfa/ mulata fenomenal/ incentivando o turismo sexual”.

fonte: yahoo.com